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Algarve: entre velhos e novos amigos

Escrito por Renato Matiolli

Um mês se passou e estivemos “presos” no Algarve, esperando um tempo bom para velejar sul rumo às Canárias. Portimão acabou sendo um lugar incrível para passar esse mês. Deu para concertar coisas do barco, descansar, surfar, velejar de kite, fazer pesca submarina, fazer novas amizade, rever amigos antigos, e até o Feijão encontrou um “irmão” e quebrou uma patinha. Que mês inesquecível para todos nós!

A viagem para Faro em Portugal começou em Cadiz, na Espanha, com um vento ótimo no início, mas que rapidamente morreu e acabamos indo a motor por boa parte da viagem. Mas, uma vez mais, inúmeros golfinhos vieram nos visitar e nos guiaram até águas portuguesas, não podíamos ter pedido por uma comitiva mais receptiva, e o Feijão ficou todo elétrico, correndo de um lado para o outro do barco olhando para eles.

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Acabamos chegando ao entardecer em Faro, e decidimos ancorar para passar a noite. Foi provavelmente a pior noite ancorados que passamos até hoje, um vento super forte nos empurrava paralelo à praia ao mesmo tempo que umas ondas enormes batiam de lado no caso, fazendo que o barco todo chacoalhasse a noite inteira, não foi nada agradável e mal conseguimos pregar o olho.

No dia seguinte, acordamos com um vento bom e conseguimos velejar em direção à Praia Grande em Portimão, lugar que nos foi recomendado pelo nosso “padrinho” local, Sr. Paulo Bronze, uma baía ótima para ancorarmos e passarmos alguns dias.

Dinghy_FotorNa primeira manhã em Portimão fomos com o nosso dinghy até a marina durante a maré alta, e amarramos ele a uma parede enquanto fomos ao supermercado, comprar um chip local para o celular e botijão de gás para a cozinha. Bom, nossa busca levou um pouco mais do que a gente previa, e quando voltamos horas depois, lá pelas 9 da noite, já era maré baixa, e o pobre botinho estava pendurado a uns dois metros de altura da água, feito um quadro contemporâneo na parede do Tate Modern. Não pudemos fazer nada a não ser rir muito da estupidez que fizemos. Somos tão juvenis… com certeza fizemos muitos locais gargalharem enquanto viam nosso dinghy ficar cada vez mais alto a medida que a ȧgua ia baixando. Para nossa sorte, quando começamos a procurar uma alma caridosa para nos dar carona até nosso barco, encontramos um cartaz anunciando um taxi ferry na região, que por 8 Eur levou nós os 3 (Sarinha, Feijuca e Eu) e nossas compras, até nosso barco. E lá pelas 3 da matina, quando a maré estava alta novamente, eu voltei remando de SUP, para o lugar da vergonha, e resgatei nosso bote. A sorte é que era no meio da madrugada e não tinha ninguém para rir na minha cara.

A razão pela qual viemos para Portugal foi para que a Sarah pudesse visitar seus amigos dos tempos em que ela cresceu entre Cascais e Lisboa, e depois de quando ela morou no Algarve, mais recentemente. Foi ótimo poder conhecer todo mundo, e finalmente colocar uma cara e personalidade para todos aqueles nomes que ela sempre mencionava quando contava historias de Portugal. Passamos um final de semana na casa do pai da Sarah em Cascais, visitamos várias amigas dela, comemos um monte de comida deliciosa e passeamos pelo bairro onde ela viveu durante tantos anos. Os amigos dela do Algarve vieram no barco para jantar algumas vezes e saímos para almoçar com eles outras vezes. É um grupo tão bacana, gente realmente nota mil, e a Sarah ficou super feliz de reencontrar todo mundo novamente.

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Renato Matiolli

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