Anguilla Kite Vida a bordo

Anguilla: Nós éramos os únicos velejando

Escrito por Renato Matiolli

Anguilla fica bem ao norte de St. Martin e não é muito visitada pela comunidade cruseirista já que cobram uma fortuna, a ilha é cheia de restrições e não há muita infraestrutura. Tivemos uma aventura e tanto por lá já que decidimos velejar nos dias de mais vento desde que chegamos no Caribe.

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Fora os custos altos de visitar a ilha, Anguilla é daqueles tipos de lugares que amamos visitar – tem ótimos spots para mergulhar e fazer kite, não tem muitos barcos em volta, e também é cercada por praias maravilhosas com água clarinha.

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A travessia para chegar até Anguilla foi bem dura. O vento estava contra nós e consistentemente acima de 30 nós com rajadas de 45 nós. O barco fazia um barulhão mas todos estavam super tranquilos e aproveitando a viagem. Acho que os que mais sofreram foram realmente eu e o Ipanema.

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Foi realmente uma pena termos decidido visitar o país durante dias com tanto vento. Os ancoradouros não estavam assim tão confortáveis e não conseguimos desfrutar em paz alguns dos destinos clássicos como Sandy Islands e Prickly Pear Island.

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Mas por outro lado, a parte sul da ilha, que normalmente é menos protegida do vento, estava perfeita e conseguimos curtir Maunday’s Bay assim como a baía de Rendezvous Bay.

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A companhia dos nossos amigos Portugueses foi realmente o ponto alto da viagem. Eles topavam qualquer coisa, estavam sempre caindo na água para fazer snorkeling, queriam sempre sair para explorar cada lugar que chegávamos, ajudavam muito com as tarefas diárias do barco e tinham sempre uma história engraçada para contar. Mas o mais importante, eles amaram o Feijão.

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Quando chegamos em Rendezvouz Bay passamos por cima de uns cabos antigos de pesca, foi uma merda, eles estavam todos enrolados num pedaço de lona, enroscado numas boias de isopor e uma folha grande de palmeira. Sabe se lá Deus como que não vimos essa porcaria boiando. Resultado… aquilo tudo enroscou de tal forma em uma das nossas hélices que tive que colocar todo equipamento de mergulho e fiquei quase que uma hora na água para desfazer aquela porcaria. E para melhorar, enquanto eu trabalhava tinha uma barracuda enorme que ficava me olhando de perto. Nada agradável. Agora que libertamos a hélice só nos resta ir usando o motor e ficar acompanhando para ver se não causou grandes estragos. É cruzar os dedos e rezar para que nada tenha acontecido.

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E infelizmente chegou a hora de nos despedirmos dos nossos queridos Portugas. Esperamos que eles façam uma boa viagem de volta a casa mas que voltem logo pro Ipanema.

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Agora Sarinha, Feijoca e eu seguiremos rumo às BVI’s (Ilhas virgens britânicas), e não vemos a hora de chegar lá. As ilhas são famosas por terem altos spots para mergulhar, baías lindas e águas fáceis de se navegar. Agora é rezar para ventos e mar calmo.

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Renato Matiolli

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