Bahamas Dog lovers Mergulho

Bahamas: Mergulhando com
a “Inagua”, nosso golfinho preferido

Escrito por Renato Matiolli

Como já era de se esperar, aqui nas Bahamas foi hora de passar tempo de baixo d’água. A vida marinha que vimos era de tirar o fôlego, e como um bônus extra, ainda mergulhamos com um golfinho incrível que resolvemos batizar de Lady Inagua.

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Fizemos uma travessia tranquila de West Caicos para as Bahamas. Meu irmão tem ajudado pra caramba. Ele aprende as coisas super depressa e rapidamente está se tornando um bom marinheiro. Espero do fundo do coração que ele continue vindo nos visitar durante nossa viagem pelo mundo.

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Essa travessia foi memorável por dois motivos importantes. Celebramos o aniversário de 70 anos da Matchu, minha mãe, e o afastamento da Dilma. Por mais que a gente tenha fugido do Brasil por uns tempo, como todo bom brasileiro, somos apaixonados pelo nosso país, e realmente esperamos que as coisas por lá entrem nos eixos, se tornem mais sérias e melhores para todos nós.

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Enquanto meu irmão se encarrega de arrumar as velas e os cabos, a Bia estuda os mapas e mexe nos sistemas de navegação, checando constantemente o vento e a velocidade que vamos. Ela também aprende as coisas rápido, mas mais que isso, é uma ótimas companhia para todos nós. Acho que é a pessoa mais autentica que já conheci, engraçada, consegue rir de si mesma e tem sempre um comentário espirituoso para fazer. Estamos adorando ter ela no Ipanema.

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Nossa primeira parada nas Bahamas foi a ilha de Little Inagua, bem ao sul do arquipélago. Essa é a ilha mais remota das Bahamas, a mais longe dos EUA, não tem nenhum hotel, aeroporto, nem ferry nem marina. Como já esperávamos, ancoramos sozinhos, numa baía que não tem nem nome nos mapas. Não precisamos nem dizer o quão maravilhoso é esse lugar, certo? Poderia passar uma vida inteira por aqui, sem problemas.

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Enquanto estávamos dando a volta na ilha, nos aproximando de onde queríamos ancorar, um amigável e curioso golfinho veio brincar na frente do barco, em águas já bem rasinhas. Em seguida eu gritei “Quem quer pular na água pra ver e brincar com o golfinho de perto?” Adivinha que foi a primeira pessoa pular e gritar lá do fundo do barco “Eu, eu, eu, eu! Posso? Posso?” Se você chutou que foi a minha mãe de 70 anos que tem o espirito de uma menina jovem, acertou em cheio!

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E por falar na Matchu, o Feijão está apaixonado por ela. Todas as manhãs ele ficava parado em cima da cabine dela, olhando pela escotilha que fica no teto pra ver se ela já estava de pé. Se preciso, ele até dava uma ajudinha delicada para encurtar o sono dela.

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Bom, assim que jogamos a âncora pulamos todos na água para ir ver os corais que estavam a nossa volta. A transparência da água era qualquer coisa de outro planeta. Esse é talvez o lugar que fizemos snorkeling com melhor visibilidade na

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Em seguida, Bia, Fábio, Sarinha e eu fomos mergulhar de cilindro. Outro momento único e inesquecível dessa viagem. E mais uma vez, num spot que não vinha recomendado em nenhum mapa ou site de mergulho.

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Para nossa sorte, depois de apenas alguns minutos de baixo d’água, o mesmo golfinho curioso veio nos ver. A Sarah e a Bia resolveram que era um golfinho fêmea (dado toda a sabedoria que as duas tem no assunto…) e batizamos ela de Lady Inagua. Mergulhar com golfinhos selvagens é uma das experiências mais incríveis do mundo! E realmente parecia que ela queria brincar e se comunicar com a gente, a Lady Inagua apareceu umas oito vezes durante o nosso mergulho, ficava nadando em volta de nós, subindo e descendo da superfície. As meninas lógico que choraram de emoção a cada encontro. Como vocês podem imaginar foi um mergulho longo, ninguém queria ir embora para o barco.

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Depois de Little Inagua velejamos para Great Inagua, uma ilha um pouco mais desenvolvida mas mesmo assim, imaculada. Durante os dias que passamos por aqui vimos apenas um outro veleiro e duas pessoas andando na praia. O lugar e o snorkeling por aqui também foram incríveis. Mas dessa vez, assim que entrei na água avistei de longe um tubarão de respeito que deve ter vindo dar uma olhada no que estava acontecendo, e o pessoal ficou menos entusiasmado de entrar na água e nadar com a criatura.

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Enquanto estávamos ancorados aqui aproveitamos para celebrar, mesmo que uns dias atrasados, nosso primeiro aniversário a bordo do Ipanema! Na verdade o dia certo foi quando ainda estávamos em Turks and Caicos, mas deixamos para comemorar com a minha mãe, o Fábio e a Bia no barco. Em breve vamos fazer um post sobre a retrospectiva desse um ano.

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Em relação às Bahamas, nosso plano inicial era ter ficado pelo menos um mês por aqui, velejando entre as ilhas. Mas, conforme Maio foi chegando, alguns velejadores mais experientes nos recomendaram encurtar essa estadia dado a alta probabilidade de tempestades tropicais conforme a temporada de furacões vai se aproximando. Por isso, infelizmente, acabamos ficando pouco tempo por aqui, mas certamente era um lugar que deveríamos ter ficado muito mais tempo, e realmente precisamos voltar um dia com o barco. Sem sombra de duvida.

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De qualquer forma estamos todos bem animados em seguir viagem já que nossa próxima parada é a tão aguardada Cuba! Vocês não fazem ideia quantas pessoas escreveram querendo se juntar a nós nessa parte da viagem.

Então bora levantar ancora e velejar rumo a Cuba!

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Sobre o autor

Renato Matiolli

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