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Barbados: Chegou a Hora do “Coconut Freestyle”

Escrito por Renato Matiolli

Chegamos em Barbados no Caribe, e tem sido bem melhor do que a gente esperava. Para começar os locais são as pessoas mais legais e acolhedoras, o país tem spots maravilhosos de mergulho, snorkeling, surf, kite #tudojunto e o clima é perfeito (sol, vento, tempestades de chuvas passageiras para dar aquela refrescada na cuca e a noite não faz muito calor) e para melhorar, tivemos família e os camaradas nos visitando.

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Os Barbudos (pessoas de Barbados… aliás quem nasce em Barbados é o que?), enfim… que povo incrível. Para você entender o quanto essa gente é acolhedora, eles olham pra gente andando na rua, com a cara estampada de “turista perdido”, e vêm logo perguntar para onde vamos, e nossa primeira reação como bom brasileiro desconfiado, era sempre reativa e tentávamos evitar conversa com “estranhos”… além do mais que eles são todos uns negões quadrados tipo corredor africano de 100 metros rasos,  mas logo percebemos que na verdade eles querem sempre é parar para te ajudar. Muitas vezes as pessoas até andavam conosco alguns quarteirões para indicar exatamente a direção ou lugar para onde queríamos ir, simplesmente para serem simpáticos e poder receber bem os turistas, sem pedir nada em troca. Para melhorar, o Feijão sempre fazia o maior sucesso. Todo dia alguém nos parava na rua perguntando se a gente queria vender ele, ou se ele tinha filhotes! Dá pra acreditar?

O tempo que passamos em Barbados também serviu para nos dar uma aula de civilidade. Antes daqui, só em países desenvolvidos é que a gente achava pessoas extremamente educadas e simpáticas. Barbados tem um PIB per capita muito pouco mais elevado que o do Brasil, mas em termos de civilidade eles estão bem mais a frente, quando comparado com outros país ainda em desenvolvimento por onde temos passado. Coisas simples fazem daqui um país incrível… coisas como ajudar e cumprimentar estranhos na rua, motoristas param quando avistam qualquer pedestre na calçada com cara de quem está querendo atravessar (mesmo sem ser na faixa), não se ouve buzina de carro nunca se alguém para o transito e agradecem a tudo e a todos por qualquer ato de gentileza.

O mais legal é que mesmo o povo sendo simpático e educado, eles fazem isso sem perder o estilo Caribenho de ser. Eles gostam de ouvir música alegre no ultimo volume, bebem drinks coloridos com noz moscada, os motorista usam as suas buzinas musicais estilo “paquerinha” para cumprimentar um amigo que passa na rua ou para mexer com uma mulher bonita, e para completar eles dão umas gargalhadas contagiantes em alto e bom som como se não existisse o amanhã.

E eu achava que ninguém nesse mundo gostasse de ser acordado cedo, certo? No máximo com o cocoricó bem distante de um galo numa fazenda tranquila… bom, acho que encontramos outra excessão a regra. Por aqui os senhores e senhoras da terceira idade começam as suas atividades físicas com o primeiro raio de sol na Carlisle Bay, lá pelas 5:30/6 da matina a gente já via eles do barco nadando por todos os lados, e acordávamos na maioria das manhã com as gargalhadas deles enquanto nadavam, se exercitavam e batiam papo ao mesmo tempo. Como que um dia que começa assim pode terminar ruim? Esse povo realmente sabe viver!

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Os velejadores locais também são demais! Quando chegamos em Barbados fomos com nosso bote no riozinho Careenage onde apenas os barcos locais de passeio e de pesca podem parar, encostamos nosso bote por lá para ir ao supermercado, levar o Feijão para dar uma volta, comprar um SIM card local para nosso celular, etc. Na volta, o capitão de um dos barcos nos viu e logo veio bater papo e oferecer o lugar do seu barco para enchermos nossos tanques com água enquanto eles estivessem fora nos tours diários que faziam com diversos turistas. Não é simplesmente demais?

P1200592_FotorAcabou que fizemos amizade com uns caras incríveis, o Val, o Nick e o Mike formam uma equipe brilhante e comandam o famoso Catamaran Calypso, que sai quase que diariamente para fazer passeios em volta da ilha. Eles têm ótimos comentários no Trip Advisor, e são uma ótima opção caso você queira ir fazer snorkel com as tartarugas, ver os naufrágios, visitar a costa oeste (que é linda) e curtir um dia em alto mar. O e-mail deles para reservas é o: calypsocruises@hotmail.com e o site é http://barbadoscatamaran.com – Fica a dica!

A coisa mais burocrática foi legalizar a entrada do Feijão na ilha, mas mesmo assim foi uma série de eventos cômicos. Foi tanta papelada, que parecia que estávamos trazendo uma praga contagiosa para o céu. A diferença é que todo funcionário publico com quem falávamos acabava tentando achar uma maneira de agilizar o processo e nos ajudar a resolver tudo logo. Por exemplo, antes de chegar tinhamos que ter enviado um fax pedindo autorização para a entrada dele, e como não sabíamos disso, um deles acabou mandando um fax para o próprio escritório fingindo que tinha sido a gente, para tentar liberar logo a entrada do Feijoca. Bom, depois de uns 3 dias e de conhecer a maioria dos funcionários do ministério de agricultura, fizemos algumas amizades e conseguimos que ele entrasse legalmente em Barbados. – Outra dica: viajar com um cachorro pelo Caribe não é a coisa mais fácil, mas é totalmente possível, você só tem que se programar e informar de antemão às autoridades de cada ilha a data da sua chegada e seguir o protocolo de cada país.

E como de costume, o Feijão foi a atração principal entre os nossos hóspedes. As poses que ele faz, seus passeios com a gente no SUP, e agora, as suas aulas de natação… Ele também fez o maior sucesso pelas praias e ruas de Barbados e com os barcos de passeio que passavam diariamente pela gente e chamavam por ele.

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Na verdade o Feijão foi a atração principal somente durante 3 das 4 semanas que ficamos em Barbados. Durante uma semana inteira o Feijão perdeu sua majestade para o Tonico que veio nos visitar. Meu, esse menino com seu dedinho indicador conseguia absolutamente tudo o que queria de todos nós. Bastava ele apontar. Ele fazia com que todas as meninas cantassem para ele enquanto ele comia. Ele e o Feijão também ficaram logo bons amigos, exceto na hora do lanche da tarde quando o Tonico comia banana… esse pilantrinha consegue devorar mais banana que o Feijão! O pestinha até que era fofo mas acho que eu vi ele mordendo o Feijão algumas vezes. Não sei se vou deixar eles socializarem no futuro quando o Tonico crescer, tiver mais dentes naquela boca e tiver fortalecido sua mandíbulas juvenil.

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E falando de gente bacana, em Barbados tivemos vários hospedes nota 1.000! Começando pelo guerreiro do meu pai e a Annete que vieram se unir a nós para passar o primeiro Natal e Reveillon do Ipanema. Foi tão bom ter família por perto, passar um tempo só com eles e colocar o papo em dia com o meu pai. Netica super astral, parecia que já havia estado no barco várias vezes.

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Ai veio o Felipe, a Fernanda, o Dudu e a Fátima de NYC para se juntar à nós para virada do ano. Que turma espetacular. O Felipe é o meu grande amigo das antigas, dos tempos da faculdade, e o melhor camarada para fazer qualquer tipo de viagem, principalmente se envolver algum tipo de atividade com prancha, seja surf, kite ou snowboard. Eu realmente sinto falta desse tratante que trocou o Brasil pela terra do Tio Sam. Ainda mais agora que ele fez um upgrade para o status de casado com uma mulher linda, fofa e muito alto astral, e os dois tem vários amigos bacanas. Eles arrastaram para Barbados a Fatima e o Dudu, um cara mega astuto que em algumas horas já entendia tudo do barco e colocava a mão na massa para nos ajudar. Ele certamente poderia estar vivendo essa vida com tranquilidade se quisesse.

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Foi triste e difícil nos despedirmos do meu pai, da Annete, do Felipe e sua turma. Esperamos que eles todos voltem LOGO!!!

Mas em seguida já tinhamos a casa cheia novamente. E nos divertimos e rimos MUITO. O Biselli veio nos ver e trouxe outra turma muito boa. Ele foi nosso flat mate no Rio, em Ipanema, nos anos antes do barco, e acompanhou nosso projeto desde o comecinho. Ele a Rê formam um casal nota mil, e os dois juntos têm mais família e amigos do que alguém possa imaginar. E como era de se esperar, não viajaram sozinhos, não só trouxeram o mundialmente famoso Tonico, como outros dois casais de amigos para lotarem o Ipanema. Eles oficialmente são amigos, mas tenho certeza que cabem na categoria “família”. Todos já se conheciam de outros carnavais, e era muito cômico apenas observar eles interagindo. Parecia que a gente estava dentro da série Friends. Sabe aqueles tipos de amizades que quando um casal está discutindo algo difícil e mega pessoal os outros se sentem no direito e obrigação de meter a colher e colocar mais lenha na fogueira? Cada conversa era um barata voa e entretenimento garantido. Morar num barco as vezes faz da gente virar tipo um ermitão, e ter gente em volta alegre e divertida desse jeito no Ipanema faz a gente repensar e entender porque a maior parte da raça humana faz uma coisa tão doida na vida: viver amontoados em cidades com população altíssima… acho que é porque somos criaturas extremamente sociáveis. E esse grupo virou minha referencia.

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E finalmente, as ultimas hospedes que tivemos nessa ilha foram minha mãe com sua amiga Vera. Foi uma semana super tranquila onde pudemos descansar bastante, fazer snorkeling, andar de SUP e sair explorando o resto da ilha. Todo mundo que já teve a oportunidade de conhecer a minha mãe sabe que ela é a melhor companhia possível. E se ela beber um copinho de vinho então, ai ela realmente é fora do comun. Os dias que ela e a Vera estiveram com a gente foram uma delicia!

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Para os entusiastas das atividades aquáticas, Barbados é a Disneyland. Não só as praias são simplesmente maravilhosas, mas tem condições impáveis para praticar quase todos os esportes tipo surfe, kite, mergulho, snorkeling, etc.

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Quando o Felipe e o Dudu estiveram aqui, tiramos uns dias para fazermos kite surf juntos, em Carlisle Bay e em Silver Rocks e Silver Sands, dois pontos no extremo sul da ilha, lugares paradisíacos, com condições perfeitas para fazer o esporte. O Felipe continua o mesmo débil mental insano atirado da época da faculdade e manda os aéreos mais estailes e alucinantes que eu já vi. Fui tentar copiar outro dia, me estabaquei todo e fiquei de molho por uma semana.

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Para quem gosta de mergulho, Carlisle Bay é incrível porque você acha pelo menos cinco naufrágios, um do lado do outro, em águas bem rasas. A coisa mais legal deles é que alguns são bem antigos e estão cheios de corais de vários tipos e com muita vida marinha. E nessa baía, assim como na costa Oeste dá para encontrar com várias tartarugas amigáveis. Imagina se Sarinha não queria espremer elas que nem uma laranja e trazer para o barco para morar com o Feijão.

 

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Na verdade, a vida marinha por aqui é tão doida que vimos até alguns cavalos marinhos e sereias nadando por essas águas.

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O surf também é espetacular e Barbados é provavelmente o melhor lugar do Caribe para quem gosta muito do balanço do mar. Quando entra um swell grande dá para surfar umas ondas limpas e divertidas até na costa oeste que é bem protegida. Acabei surfando num lugar que se chama Glitter Bay… macho-ba-carai… Mas o destaque mesmo do país é certamente a costa leste e um pico chamado Soup Bowl. Essa onda faz tubos perfeitos e é uma direita apavorante que quebra nuns corais rasinhos… eu mesmo acabei me enroscando em uns deles e trazendo uma “tatuagem” legal de suvenir que levou alguns dias para cicatrizar. E como já era de se esperar, os locais por aqui são super tranquilos e amigáveis, a vibe dentro da água é demais… tipo Ubatuba nos anos 80.

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A costa oeste da ilha é mais protegida do vento e das ondas, então em dias calmos parece quase que uma piscina, condições perfeitas com quilômetros para dar umas remadas de SUP.

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É, mas finalmente chegou a hora de nos despedirmos de um paraiso chamado Barbados e ir em direção de St. Lucia. Vamos fazer essa travessia sozinhos, apenas Sarinha, Feijulino e eu, e assim que chegarmos vamos tirar o barco da água para fazer manutenção de várias coisas. Então já deu para ter uma ideia, né? Muito trabalho e dinheiro escoando pelo ralo nos esperam pela frente.

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Sobre o autor

Renato Matiolli

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