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Cartagena: de volta à civilização

Escrito por Renato Matiolli

que a ultima vez foi em Porto Rico, e Cartagena é tão lindo quanto. Já até tínhamos esquecido o quanto é bom estar perto da civilização… a vida fica tããããão mais fácil.

A travessia de Sapzurro para Cartagena foi melhor do que esperado. Pensávamos que teríamos pouco vento e contra, mas acabou que o vento veio na medida certa. Conseguimos velejar metade do caminho e ficamos contente com o inesperado. Durante o nosso primeiro ano velejando pelo Mediterrâneo eu sempre achava que o tempo acabava sendo pior do que a previsão. Ultimamente tenho achado o oposto. E para melhorar, ainda fomos escoltados por golfinhos até Cartagena.

Em Cartagena ancoramos perto da marina do Club Nautico que é pertinha do centro histórico. Por apenas US$3 você pode usar o dinghy dock, a lavanderia, os vestiários e ainda wifi grátis na marina. A vida realmente é bem mais fácil perto da civilização. Além de internet super rápida, água fresca a vontade para tomar banho na marina, ainda tínhamos todos os benefícios de uma cidade. Supermercado há apenas 2 quarteirões, vários restaurantes bons, uma sorveteria maravilhosa e ainda conseguimos um lugar para encher os nossos botijões de gás para cozinhar. Também encontramos algumas lojas e serviços para barcos. Já nem lembrávamos o quanto é bom conseguir resolver várias coisas num mesmo dia. O centro histórico de Cartagena ainda por cima é incrível, e nem precisa de apresentações, declarado um patrimônio da humanidade pela UNESCO.

  

O principal trabalho que fizemos em Cartagena foi a galvanização da corrente da nossa âncora que já estava bem enferrujada. E no processo ainda descobrimos que temos 130 metros de corrente (e não 100m). Também descobrimos que esses míseros 130 metros pesam 450kg! E com essa “descoberta” o serviço acabou custando 30% a mais do que a cotação original… Mas não dá para reclamar pois o resultado ficou ótimo. E quando falamos em segurança, não podemos economizar. A gente espera que essas nova linda corrente cuide de nós e do Ipanema por uns bons anos.

 

A única coisa ruim que aconteceu foi que o nosso gordinho ficou doente. Mas tivemos a maior sorte, achamos um veterinário ótimo perto da marina e conseguimos levar ele até lá no nosso carrinho de feira. Fizemos alguns exames e foi constatado que ele estava realmente doente. O nosso desajeitado companheiro estava com um parasita que ataca os glóbulos vermelhos do sangue. Mas agora já esta sendo tratado e mimado mais do que nunca. Ainda bem que estávamos perto de uma cidade! E por falar nisso, a única coisa ruim de Cartagena é que Bull Terrier está entre as raças obrigadas a andar com focinheira…. nem preciso dizer o quanto o Feijão não gostou disso. Nem nós.

Bom, mesmo assim amamos Cartagena e voltaremos muito em breve.

Sobre o autor

Renato Matiolli

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