Segurança a Bordo

A gente é bem estrito em relação a segurança quando se diz respeito a velejar. A técnica que a gente usa, desenvolvida pelo nosso guru Daniel “o pirata” Mattson, é pensar no que pode dar errado, tentar resolver, pensar o que mais pode dar errado, tentar resolver… e continuar esse processo por pelo menos umas 5 vezes. O resultado… muito dinheiro gasto em equipamentos de segurança e bastante tempo gasto pensando em como reagir se alguma coisa der errado.

Segurança a Bordo

Acreditamos que os Catamarans são barcos particularmente seguros por quatro principais motivos:

  1. bahamas-catamaran-chartersEles não tem uma quilha pesada de chumbo como um monocasco, então são mais leves, tem mais flutuação e por isso mais difícil de afundar.
  2. A maioria tem seis compartimentos isolados, por isso se alguma coisa der errado na frente (por exemplo bater em um container perdido no mar), ainda dá para velejar com os outros compartimentos até o porto mais perto.
  3. Eles tem um calado menor, o que quer dizer que podemos ir até regiões bem rasas, que outros barcos não conseguem entrar.
  4. Eles tem 2 motores em vez de um só.

O nosso modelo, um Lagoon 440 é conhecido por ser um modelo bem resistente, usado muito por várias empresas de charter pelo mundo.

Além dos equipamentos de navegação tradicionais, como o chart plotter, auto pilot, etc, o nosso barco também está equipado com:

  • Transmissor AIS: o que quer dizer que podemos ver e ser visto por outros barcos que também tenha essa tecnologia;
  • Radar: para dar assistência durante os velejos noturnos.

 

A Rota

routeA gente planejou a rota que é conhecida como a rota do Milky Way, que é a rota mais fácil e mais quente possível para se dar a volta ao mundo, e para aqueles que não gostam de mar grande. Com isso esperamos velejar a maior parte do tempo com vento em popa em condições calmas, e fugindo de lugares tipo o Cabo Horne.

Inverno: Nosso objetivo é ficar entre os trópicos, mas principalmente durante o inverno, para fugir das temporadas mais comuns de furacão e ciclones.

piracyPirataria: Adoraríamos velejar e mergulhar no Mar Vermelho, mas nossa rota procura evitar regiões conhecidas por terem alto risco de pirataria, como o Estreito de Malacca, o Golfo de Aden, e a costa Oeste da Africa.

 

Caindo no Mar

Claro que a ideia é nunca cair do barco, temos coletes salva vidas novos e modernos para todos abordo, que incluem um cabo que pode ser conectado aos “jack lines”, duas fitas que correm no chão nas laterais do barco, da proa até a popa, a pessoa se conecta a essa fita de segurança, principalmente durante os velejos noturnos ou condições de mar mais bravo, para podeSpot-Gen3-PLBr andar com mais segurança pelo deck do barco. Além disso eles também possuem sistema automático de inflar e luz que ascende quando em contato com a água. Temos também PLBs (Personal Location Beacon), um aparelho pessoal que se alguém cair na água, ele envia um sinal que é possível localizar do nosso barco, de outros barcos e pelos centros de buscas. O Gen3 da SPOT também é outro aparelho de uso individual que pode enviar sinais para pedir ajuda com localização por satélite.

 

Táticas para tormentas

É bom deixar claro que não somos um barco comercial, então podemos nos dar ao luxo de esperar quando for preciso, e apenas sair quando o tempo permitir e estiver com condições ideais e estáveis. Essa já é uma boa maneira de evitar situações de risco ou menos favoráveis.

De qualquer forma, para travessias maiores, é impossível ter a previsão para todo o período, então faremos sempre durante as épocas do ano que são mais conhecidas por terem condições melhores. Mas é sempre possível se deparar com tempo ruim.

Como não estamos aqui para provar nada para ninguém e nem ganhar nenhuma regatta de velocidade, em qualquer indicação de mal tempo, baixaremos as velas. E se o velejo seguir muito desconfortável e balançando demais, independente da direção que estivermos indo, apontaremos a proa do barco para descer o vento, de modo a ficar com vento em popa, e diminuir o vento aparente e o esforço no barco.

galerider_bigSe a velocidade do barco for muito rápida descendo as ondas e a proa estiver afundando muito nas ondas, usaremos o “drogue” para diminuir nossa velocidade e evitar ficar no mesmo ciclo das ondas.

imagesE se mesmo assim a travessia continuar muito dura e muita água estiver entrando, colocaremos o barco na direção ao vento, jogaremos nosso “sea anchor” no mar, e esperaremos por melhor tempo para seguir viagem.

Bote Salva Vidas e Grab Bag

Person_Liferaft

Esperamos nunca ter que usar, mas caso venha a ser preciso, o barco está equipado com um “life raft” e um “quick grab bag”. Neles incluem comida, equipamento para pesca, dissanilizador portátil, painel solar portátil, telefone satélite e equipamentos de busca como EPIRB, Radio VHF, AIS pessoal, PLB e tochas de sinalização.