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Nas águas protegidas do Panamá: Em Puerto Lindo… Lindo de verdade

Escrito por Renato Matiolli

Chegamos em segurança da nossa travessia de Providencia na Colômbia para as águas seguras de Puerto Lindo, Panamá. Assim que ancoramos aqui o gordinho do Feijão encontrou um amor. Enquanto isso nós exploramos a região, curtimos a natureza, surfamos um pouco e fizemos grandes novos amigos.

Panamá fica bem ao sul do Caribe e portanto está fora do cinturão de furacões. Chegamos aqui no dia 1o de junho, dia oficial do inicio da temporada de furacões no Caribe. Como saímos da zona de perigo a tempo nossas mães deveriam estar felizes a aliviadas.

A propósito, perdão por levar tanto tempo para escrever e pelas poucas fotos. Nós estivemos bem ocupados com o barco e hóspedes desde que chegamos aqui. Infelizmente não estamos tirando tantas fotos como gostaríamos e nem investindo tanto tempo no site como deveríamos. Que vergonha… vamos nos esforçar para fazer mais daqui para frente.

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A travessia de Providencia para o Panamá foi fácil e linda. Entretanto foi meio sem graça pois não houve muito vento e tivemos que “motorar” a maior parte do trajeto. Por sorte meu irmão ainda estava a bordo e nos ajudou nos turnos.
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O único momento que teve vento foi quando uma tempestade tropical apareceu. Porém estava ventando mais de 40 nós e também não conseguimos velejar com segurança, então seguimos “motorando” e admirando a força da natureza. Foi demais ver o meu irmão dançando e se divertindo com a tempestade, raios e trovões enquanto eu me borrava todo. Ele me lembrou do Tenente Dan do filme Forest Gump. Lembra daquela cena logo antes de todos os barcos pesqueiros afundarem, resultando no glorioso sucesso da empresa de camarões Bubba’s Gump? Então, o cenário foi mais ou menos esse.

Enfim, chegamos em segurança ao Panamá. Nossa primeira ancoragem foi na bela baia de Puerto Lindo. Alguma ilhas (Isla Grande, Isla Cabra, Isla Linton e Isla Mamey) protegem a região, criando um porto natural. Puerto Lindo tem um relevo bem acentuado nascendo direto da água. Essa formação é muito similar ao litoral próximo de onde vivíamos. Aqui também a serra segura as nuvens vindas do mar e chove demais, mas demais mesmo. O resultado desse aguaceiro todo é uma vegetação densa e verde, do tipo que a minha mãe gosta. Esse lugar realmente me lembra o litoral norte de São Paulo e sul do Rio de Janeiro.

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Em meio a essa floresta densa é comum encontrar mangueiras (minha árvore favorita) carregadas entre outras árvores frutíferas. Mais próximo da água as vezes tem uma espécie de mangue. Nele encontramos uma trilha em um rio bem sinuoso cheio de arvores com raízes aéreas. Esse lugar é demais, é tão protegido que nenhum vento entra aqui e a água fica completamente lisa. O riozinho parece um espelho refletindo com perfeição as arvores ao redor.

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Do lado do mundo animal, os bichos preguiças são o ponto alto por aqui e nós os encontramos o tempo todo. As semelhanças entre esses animais e o Feijão são enormes. Eles são preguiçosos, vivem com o mero objetivo de comer, dormir e cagar e além disso tem um pancinha de chopp redonda parecida a do nosso desengonçado. Escutamos que são excelentes nadadores, inclusive se estiver em dúvida se é o Feijão ou um bicho preguiça basta arremessar a criatura na água, se nadar bem, não é o nosso gordinho. Enfim, as vezes eles nadam até o barco, sobem pelo costado, escalam o mastro e depois é um barata voa para fazer eles descerem. Em geral tem que esperar eles ficarem com fome de novo para descer. Enquanto isso eles ficam cagando lá de cima, bosteando todo o deck por alguns dias. Dizem que o resultado é uma bela obra Dadaísta difícil de limpar.

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Ahhh, na ilha Linton, próxima a nossa ancoragem, nós também encontramos alguns macacos. O Feijão até tentou brincar com eles, mas sem sucesso… mais uma vez seu amor pelo jeito não foi recíproco.

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Falando em amor e no nosso gordinho desengonçando, ele finalmente arrumou uma namorada em Puerto Lindo. O nome dela é Mimi, é Canadense e muito fofa. Eu tenho quase certeza que a Sarinha está montando um plano infalível para sequestra-la.

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Em relação ao surfe, até que tem umas ondinhas por aqui. Basicamente na Ilha Grande, Mamey e as esquerda de Cacique, mas certamente nada épico nem nada que valha a pena uma surf trip para esses lados. Entretanto, estou animado mesmo é para explorar San Blas. Tenho certeza que tem altas ondas lá que nunca foram surfadas. Todas em ilhas maravilhosas, corais lindos, prontas para serem descobertas.

Bom, em relação a amigos tivemos sorte de novo. Ancoramos ao lado do Catamarã mais classudo da região: o Vip One. A tripulação do barco é um jovem e lindo casal que nos acolheu muito bem e nos ensinou tudo sobre aqui. Eles nos mostraram onde conseguir os suprimentos, onde ancorar, com quem falar, o que tomar cuidado, quais as regras e etc.

O Capitão, Rafio, é um cabra Francês e consegue consertar qualquer coisa que você possa imaginar. Ele tem um navio pirata, mas a coisa mais maneira nele é que ele tem uma tattoo de âncora no dente. Quem diabos tem uma tattoo de âncora no dente?! Bom, o Rafio tem…

A Cota, sua linda madmoiselle, é da Argentina e ela é a pessoa mais legal e doce que conhecemos aqui. Da Argentina… que paradoxo, não? Enfim, ela é uma chef fantástica e sempre traz muita energia, inclusive (literalmente) doce de leite caseiro… hummmm que delicia! Tivemos muita sorte de conhecer esse casal super interessante e amamos estar perto deles.

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Quando chegamos aqui no Panamá pensávamos que Puerto Lindo seria a nossa base na região. Entretanto esse casal no ajudou tanto que agora estamos conseguindo fazer quase tudo de San Blas. Portanto quase não voltamos mais para cá.

Sobre o autor

Renato Matiolli

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