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St Martin: Explorando com nossos amigos Portugueses

Escrito por Renato Matiolli

Aqui em St. Martin trabalhamos no Ipanema, conhecemos mais veleiros brasileiros do que durante o resto da viagem, e recebemos amigos portugueses de volta ao barco.

St. Martin respira a cultura da vela. Tem centenas de barcos ancorados do lado Francês da ilha, dentro da lagoa e do lado Holandês.

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Essa ilha é conhecida por ser um bom lugar para concertos de veleiros, mas como já havíamos feito bastante coisa em St. Lucia, acabamos por fazer apenas alguns pequenos reparos.

Nossos motores (graças a Deus!) não têm nos dado muito trabalho, então aproveitamos aqui para fazer a revisão do gerador e do dessalinizador. Também conseguimos comprar algumas peças sobressalentes para o barco todo já que aqui há várias dessas lojas náuticas grandes. Infelizmente aqui é como o resto do norte do caribe, tudo é MUITO caro: peças e serviços para o barco, supermercado, restaurantes, e ainda tivemos que pagar uma taxa diária para estarmos ancorados em Marigot e uma taxa cara para entrar no país. Gastar, gastar, gastar… é o nome do jogo enquanto a gente continua velejando.

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Uma coisa curiosa sobre esse lugar é que conhecemos mais barcos brasileiros por aqui do que em qualquer outra parte da viagem. Primeiro foi o Ricardo, um cara super gente fina, capitão de um barco incrível e bem diferente, o Pilar Rossi. Ele nos apresentou um outro casal super experiente que já está nessa vida há vários anos e já cruzaram vários mares, o Dorival e a Catarina. Eles construíram lá no Brasil o próprio barco, um monocasco chamado Luthier, projeto do Cabinho. E por ultimo conhecemos dois surfistas que também estão com o sonho de dar a volta ao mundo atrás de ondas perfeitas, o Tássio, no seu barco Yo-Yo, e o Felipe no seu barco Wahoo. Os dois estavam com os barcos fora da água para fazer manutenção aqui em St. Martin. É sempre muito legal encontrar brasileiros por esse mundo a fora.

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Aqui também conhecemos um casal de Suiços, o Pesche e a Franziska, que velejaram com a gente lado a lado durante alguns na travessia do Altântico. Qual a probabilidade? Com dois barcos bem diferentes (pra começar, ele no Pandora que é um monocasco, e nós num catamarã), sem ajustar velas, nem curso, velejamos bem perto durante uns 3-4 dias cruzando o oceano Altântico. Durante a travessia nos falamos algumas vezes pelo rádio e trocamos contatos. Agora aqui em St. Martin acabamos nos cruzando por acaso e finalmente nos conhecemos pessoalmente. Adoramos eles, um casal bem parecido com a gente.

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Outro dia fomos até a padoca local e aproveitamos para comprar uma baguete para eles também e levamos até ao Pandora. Na manhã seguinte, acordamos com croissants quentinhos esperando por nós no nosso deck. Infelizmente acabou que não pudemos comer, adivinha quem acordou mais cedo e achou os pãesinhos amanteigados e teve o melhor café da manhã da vida? “Muito melhor que aqueles peixes voadores que apareciam no deck durante a travessia do Atlântico” – disse o Feijão.

Não precisamos nem dizer que agora essa coisinha desenvolveu um gosto apurado para pães, não é? Ontem, enquanto dormíamos, ele roubou uma baguete que estava na bancada da cozinha (entrando pela janela!), quando acordamos e vimos aquelas migalhas pelo chão e metade do pão comido, demos a maior bronca. O coitado ficou todo amuado e desapareceu. O barco não é assim tão grande, depois de procurar e procurar…. não é que encontramos o danado dormindo dentro de um dos compartimentos que fica no deck onde guardamos todo o equipamento de mergulho? Não aguentamos e caímos na risada. Esse cachorro é cômico. A gente ama essa coisinha gorducha e desastrada.

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Assim que o barco estava pronto, dois casais Portugueses, amigos que fizemos durante o mês que passamos no Algarve, chegaram para passar uma semana conosco: o Paulo e a Rosário Bronze (pais do mundialmente famoso Bart the Bull), e o Pedro e a Alexandra Saldanha Lopes.

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Esses quatro tem muito mais energia do que nós e qualquer outro hóspede que já passou pelo Ipanema. Passamos a semana pulando de ancoradouro em ancoradouro atrás de spots perfeitos para mergulhar e fazer snorkeling.

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Enquanto Sarinha e eu tentamos sempre nos manter o mais afastados possível de qualquer barracuda que passe por perto, o Paulo e o Pedro queriam sempre chegar mais e mais perto para tirar o foto perfeita. Se a boca estivesse aberta com aqueles dentes horríveis e afiados, melhor ainda…. dois malucos…

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Nós seis aproveitamos bastante a semana, por mais que São Pedro não tenha colaborado muito assim com o tempo, passamos por Marigot, Roche Creole, Anse Marcel e Ile Tintamarre. Depois de termos explorado um pouco St. Martin, decidimos seguir rumo a Anguilla, uma ilha bem perto, com bem menos desenvolvimentos e por consequência, menos visitada.

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Durante esses dias tivemos ventos constante acima de 30 nós, fazendo com que os ancoradouros não fossem assim tão tranquilos, e deixando nosso snorkeling a desejar, com águas meio turvas. Mas nada disso foi problema para nossos experientes marujos, que estavam sempre a postos para ir explorar cada lugar que chegávamos. Sabíamos que a travessia para Anguilla não seria muito fácil nessas condições, com ventos fortes vindo de contra e ondas grandes, mas decidimos seguir mesmo assim… vamo que vamo minha gente!

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Sobre o autor

Renato Matiolli

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